JUZES [1]
1 Depois da morte de Josu os filhos de Israel consultaram ao Senhor, dizendo: Quem dentre ns subir primeiro aos cananeus, para
pelejar contra eles?
2 Respondeu o Senhor: Jud subir; eis que entreguei a terra na sua mo.
3 Ento disse Jud a Simeo, seu irmo: sobe comigo  sorte que me coube, e pelejemos contra os cananeus, e eu tambm subirei
contigo  tua sorte. E Simeo foi com ele.
4 Subiu, pois, Jud; e o Senhor lhes entregou nas mos os cananeus e os perizeus; e bateram deles em Bezeque dez mil homens.
5 Acharam em Bezeque a Adoni-Bezeque, e pelejaram contra ele; e bateram os cananeus e os perizeus.
6 Mas Adoni-Bezeque fugiu; porm eles o perseguiram e, prendendo-o, cortaram-lhe os dedos polegares das mos e dos ps.
7 Ento disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mos e dos ps cortados, apanhavam as migalhas debaixo da 
minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E o trouxeram a Jerusalm, e ali morreu.
8 Ora, os filhos de Jud pelejaram contra Jerusalm e, tomando-a, passaram-na ao fio da espada e puseram fogo  cidade.
9 Depois os filhos de Jud desceram a pelejar contra os cananeus que habitavam na regio montanhosa, e no Negebe, e na baixada.
10 Ento partiu Jud contra os cananeus que habitavam em Hebrom, cujo nome era outrora Quiriate-Arba; e bateu Sesai, Aim e 
Talmai.
11 Dali partiu contra os moradores de Debir, que se chamava outrora Quiriate-Sefer.
12 Disse ento Calebe: A quem atacar Quiriate-Sefer e a tomar, darei a minha filha Acsa por mulher.
13 E tomou-a Otniel, filho de Quenaz, o irmo mais moo de Calebe; e este lhe deu sua filha Acsa por mulher.
14 Estando ela em caminho para a casa de Otniel, persuadiu-o que pedisse um campo ao pai dela. E quando ela saltou do jumento, 
Calebe lhe perguntou: Que  que tens?
15 Ela lhe respondeu: D-me um presente; porquanto me deste uma terra no Negebe, d-me tambm fontes d'gua. Deu-lhe, pois, 
Calebe as fontes superiores e as fontes inferiores.
16 Tambm os filhos do queneu, sogro de Moiss, subiram da cidade das palmeiras com os filhos de Jud ao deserto de Jud, que est 
ao sul de Arade; e foram habitar com o povo.
17 E Jud foi com Simeo, seu irmo, e derrotaram os cananeus que habitavam em Zefate, e a destruram totalmente. E chamou-se o 
nome desta cidade Horma.
18 Jud tomou tambm a Gaza, a Asquelom e a Ecrom, com os seus respectivos territrios.
19 Assim estava o Senhor com Jud, o qual se apoderou da regio montanhosa; mas no pde desapossar os habitantes do vale, 
porquanto tinham carros de ferro.
20 E como Moiss dissera, deram Hebrom a Calebe, que dali expulsou os trs filhos de Anaque.
21 Mas os filhos de Benjamim no expulsaram aos jebuseus que habitavam em Jerusalm; pelo que estes ficaram habitando com os 
filhos de Benjamim em Jerusalm at o dia de hoje.
22 Tambm os da casa de Jos subiram contra Betel; e o Senhor estava com eles.
23 E a casa de Jos fez espiar a Betel (e fora outrora o nome desta cidade Luz);
24 e, vendo os espias a um homem que saa da cidade, disseram-lhe: Mostra-nos a entrada da cidade, e usaremos de bondade para 
contigo.
25 Mostrou-lhes, pois, a entrada da cidade, a qual eles feriram ao fio da espada; porm deixaram livre aquele homem e toda a sua 
famlia.
26 Ento o homem se foi para a terra dos heteus, edificou uma cidade, e ps-lhe o nome de Luz; este  o seu nome at o dia de hoje.
27 Manasss no expulsou os habitantes de Bete-Se e suas vilas, nem os de Taanaque e suas virael aos levitas estas cidades e nem os 
de Ibleo e suas vilas, nem os de Megido e suas vilas; porm os cananeus persistiram em habitar naquela terra.
28 Mas quando Israel se tornou forte, sujeitou os cananeus a trabalhos forados, porm no os expulsou de todo.
29 Tambm Efraim no expulsou os cananeus que habitavam em Gezer; mas os cananeus ficaram habitando no meio dele, em Gezer.
30 Tambm Zebulom no expulsou os habitantes de Quitrom, nem os de Naalol; porm os cananeus ficaram habitando no meio dele, 
e foram sujeitos a trabalhos forados.
31 Tambm Aser no expulsou os habitantes de Aco, nem de Sidom, nem de Alabe, nem de Aczibe, nem de Helba, nem de Afeca, 
nem de Reobe;
32 porm os aseritas ficaram habitando no meio dos cananeus, os habitantes da terra, porquanto no os expulsaram.
33 Tambm Naftali no expulsou os habitantes de Bete-Semes, nem os de Bete-Anate; mas, habitou no meio dos cananeus, os 
habitantes da terra; todavia os habitantes de Bete-Semes e os de Bete-Anate foram sujeitos a trabalhos forados.
34 Os amorreus impeliram os filhos de D at a regio montanhosa; pois no lhes permitiram descer ao vale.
35 Os amorreus quiseram tambm habitar no monte Heres, em Aijalom e em Saalabim; contudo prevaleceu a mo da casa de Jos, de 
modo que eles ficaram sujeitos a trabalhos forados.
36 E foi o termo dos amorreus desde a subida de Acrabim, desde Sela, e dali para cima.
JUZES [2]
1 O anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim, e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe para a terra que, com juramento, prometi a 
vossos pais, e vos disse: Nunca violarei e meu pacto convosco;
2 e, quanto a vs, no fareis pacto com os habitantes desta terra, antes derrubareis os seus altares. Mas vs no obedecestes  minha 
voz. Por que fizestes isso?
3 Pelo que tambm eu disse: No os expulsarei de diante de vs; antes estaro quais espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos 
sero por lao.
4 Tendo o anjo do Senhor falado estas palavras a todos os filhos de Israel, o povo levantou a sua voz e chorou.
5 Pelo que chamaram quele lugar Boquim; e ali sacrificaram ao Senhor.
6 Havendo Josu despedido o povo, foram-se os filhos de Israel, cada um para a sua herana, a fim de possurem a terra.
7 O povo serviu ao Senhor todos os dias de Josu, e todos os dias dos ancios que sobreviveram a Josu e que tinham visto toda 
aquela grande obra do Senhor, a qual ele fizera a favor de Israel.
8 Morreu, porm, Josu, filho de Num, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos;
9 e o sepultaram no territrio da sua herana, em Timnate-Heres, na regio montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gas.
10 0 foi tambm congregada toda aquela gerao a seus pais, e aps ela levantou-se outra gerao que no conhecia ao Senhor, nem 
tampouco a obra que ele fizera a Israel.
11 Ento os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, servindo aos baalins;
12 abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se aps outros deuses, dentre os deuses dos 
povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor  ira,
13 abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes.
14 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou na mo dos espoliadores, que os despojaram; e os vendeu na 
mo dos seus inimigos ao redor, de modo que no puderam mais resistir diante deles.
15 Por onde quer que saam, a mo do Senhor era contra eles para o mal, como o Senhor tinha dito, e como lho tinha jurado; e 
estavam em grande aflio.
16 Mas o Senhor suscitou juzes, que os livraram da mo dos que os espojavam.
17 Contudo, no deram ouvidos nem aos seus juzes, pois se prostituram aps outros deuses, e os adoraram; depressa se desviaram do 
caminho, por onde andaram seus pais em obedincia aos mandamentos do Senhor; no fizeram como eles.
18 Quando o Senhor lhes suscitava juzes, ele era com o juiz, e os livrava da mo dos seus inimigos todos os dias daquele juiz; 
porquanto o Senhor se compadecia deles em razo do seu gemido por causa dos que os oprimiam e afligiam.
19 Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando aps outros deuses, servindo-os e 
adorando-os; no abandonavam nenhuma das suas prticas, nem a sua obstinao.
20 Pelo que se acendeu contra Israel a ira do Senhor, e ele disse: Porquanto esta nao violou o meu pacto, que estabeleci com seus 
pais, no dando ouvidos  minha voz,
21 eu no expulsarei mais de diante deles nenhuma das naes que Josu deixou quando morreu;
22 a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se h de guardar, ou no, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele 
andar.
23 Assim o Senhor deixou ficar aquelas naes, e no as desterrou logo, nem as entregou na mo de Josu.
JUZES [3]
1 Estas so as naes que o Senhor deixou ficar para, por meio delas, provar a Israel, a todos os que no haviam experimentado 
nenhuma das guerras de Cana;
2 to-somente para que as geraes dos filhos de Israel delas aprendessem a guerra, pelo menos os que dantes no tinham aprendido.
3 Estas naes eram: cinco chefes dos filisteus, todos os cananeus, os sidnios, e os heveus que habitavam no monte Lbano, desde o 
monte Baal-Hermom at a entrada de Hamate.
4 Estes, pois, deixou ficar, a fim de por eles provar os filhos de Israel, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos do Senhor, que 
ele tinha ordenado a seus pais por intermdio de Moiss.
5 Habitando, pois, os filhos de Israel entre os cananeus, os heteus, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.
6 tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.
7 Assim os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, esquecendo-se do Senhor seu Deus e servindo aos baalins e s 
aserotes.
8 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mo de cus-Risataim, rei da Mesopotmia; e os filhos de 
Israel serviram a Cus-Risataim oito anos.
9 Mas quando os filhos de Israel clamaram ao Senhor, o Senhor suscitou-lhes um libertador, que os livrou: Otniel, filho de Quenaz, o 
irmo mais moo de Calebe.
10 Veio sobre ele o Esprito do Senhor, e ele julgou a Israel; saiu  peleja, e o Senhor lhe entregou Cus-Risataim, rei da 
Mesopotmia, contra o qual prevaleceu a sua mo:
11 Ento a terra teve sossego por quarenta anos; e Otniel, filho de Quenaz, morreu.
12 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor; ento o Senhor fortaleceu a Eglom, rei de Moabe, contra 
Israel, por terem feito o que era mau aos seus olhos.
13 Eglom, unindo a si os amonitas e os amalequitas, foi e feriu a Israel, tomando a cidade das palmeiras.
14 E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei de Moabe, dezoito anos.
15 Mas quando os filhos de Israel clamaram ao Senhor, o Senhor suscitou-lhes um libertador, Ede, filho de Gra, benjamita, homem 
canhoto. E, por seu intermdio, os filhos de Israel enviaram tributo a Eglom, rei de Moabe.
16 E Ede fez para si uma espada de dois gumes, de um cvado de comprimento, e cingiu-a  coxa direita, por baixo das vestes.
17 E levou aquele tributo a Eglom, rei de Moabe. Ora, Eglom era muito gordo:
18 Quando Ede acabou de entregar o tributo, despediu a gente que o trouxera.
19 Ele mesmo, porm, voltou das imagens de escultura que estavam ao p de Gilgal, e disse: Tenho uma palavra para dizer-te em 
segredo,  rei. Disse o rei: Silncio! E todos os que lhe assistiam saram da sua presena.
20 Ede aproximou-se do rei, que estava sentado a ss no seu quarto de vero, e lhe disse: Tenho uma palavra da parte de Deus para 
dizer-te. Ao que o rei se levantou da sua cadeira.
21 Ento Ede, estendendo a mo esquerda, tirou a espada de sobre a coxa direita, e lha cravou no ventre.
22 O cabo tambm entrou aps a lmina, e a gordura encerrou a lmina, pois ele no tirou a espada do ventre:
23 Ento Ede, saindo ao prtico, cerrou as portas do quarto e as trancou.
24 Tendo ele sado vieram os servos do rei; e olharam, e eis que as portas do quarto estavam trancadas. Disseram: Sem dvida ele est 
aliviando o ventre na privada do seu quarto.
25 Assim esperaram at ficarem alarmados, mas ainda no abria as portas do quarto. Ento, tomando a chave, abriram-nas, e eis seu 
senhor estendido morto por terra.
26 Ede escapou enquanto eles se demoravam e, tendo passado pelas imagens de escultura, chegou a Seir.
27 E assim que chegou, tocou a trombeta na regio montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel, com ele  frente, desceram das 
montanhas.
28 E disse-lhes: Segui-me, porque o Senhor vos entregou nas mos os vossos inimigos, os moabitas. E desceram aps ele, tomaram os 
vaus do Jordo contra os moabitas, e no deixaram passar a nenhum deles.
29 E naquela ocasio mataram dos moabitas cerca de dez mil homens, todos robustos e valentes; e no escapou nenhum.
30 Assim foi subjugado Moabe naquele dia debaixo da mo de Israel; e a terra teve sossego por oitenta anos.
31 Depois dele levantou-se Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois; ele 
tambm libertou a Israel.
JUZES [4]
1 Mas os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois da morte de Ede.
2 E o Senhor os vendeu na mo de Jabim, rei de Cana, que reinava em Hazor; o chefe do seu exrcito era Ssera, o qual habitava em 
Harosete dos Gentios.
3 Ento os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia 
cruelmente os filhos de Israel.
4 Ora, Dbora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.
5 Ela se assentava debaixo da palmeira de Dbora, entre Ram e Betel, na regio montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a 
ter com ela para julgamento.
6 Mandou ela chamar a Baraque, filho de Abinoo, de Quedes-Naftali, e disse-lhe: Porventura o Senhor Deus de Israel no te ordena, 
dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom;
7 e atrairei a ti, para o ribeiro de Quisom, Ssera, chefe do exrcito de Jabim; juntamente com os seus carros e com as suas tropas, e to 
entregarei na mo?
8 Disse-lhe Baraque: Se fores comigo, irei; porm se no fores, no irei.
9 Respondeu ela: Certamente irei contigo; porm no ser tua a honra desta expedio, pois  mo de uma mulher o Senhor vender a 
Ssera. Levantou-se, pois, Dbora, e foi com Baraque a Quedes.
10 Ento Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiram dez mil homens aps ele; tambm Dbora subiu com ele.
11 Ora, Heber, um queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moiss, e tinha estendido as suas tendas at 
o carvalho de Zaananim, que est junto a Quedes.
12 Anunciaram a Ssera que Baraque, filho de Abinoo, tinha subido ao monte Tabor.
13 Ssera, pois, ajuntou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele, desde Harosete dos 
Gentios at o ribeiro de Quisom.
14 Ento disse Dbora a Baraque: Levanta-te, porque este  o dia em que o Senhor entregou Ssera na tua mo; porventura o Senhor 
no saiu adiante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens aps ele.
15 E o Senhor desbaratou a Ssera, com todos os seus carros e todo o seu exrcito, ao fio da espada, diante de Baraque; e Ssera, 
descendo do seu carro, fugiu a p.
16 Mas Baraque perseguiu os carros e o exrcito, at Harosete dos Gentios; e todo o exrcito de Ssera caiu ao fio da espada; no 
restou um s homem.
17 Entretanto Ssera fugiu a p para a tenda de Jael, mulher de Heber, o queneu, porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a 
casa de Heber, o queneu.
18 Saindo Jael ao encontro de Ssera, disse-lhe: Entra, senhor meu, entra aqui; no temas. Ele entrou na sua tenda; e ela o cobriu com 
uma coberta.
19 Ento ele lhe disse: Peo-te que me ds a beber um pouco d'gua, porque tenho sede. Ento ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de 
beber, e o cobriu.
20 Disse-lhe ele mais: Pe-te  porta da tenda; e se algum vier e te perguntar: Est aqui algum homem? responders: No.
21 Ento Jael, mulher de Heber, tomou uma estaca da tenda e, levando um martelo, chegou-se de mansinho a ele e lhe cravou a estaca 
na fonte, de sorte que penetrou na terra; pois ele estava num profundo sono e mui cansado. E assim morreu.
22 E eis que, seguindo Baraque a Ssera, Jael lhe saiu ao encontro e disse-lhe: Vem, e mostrar-te-ei o homem a quem procuras. Entrou 
ele na tenda; e eis que Ssera jazia morto, com a estaca na fonte.
23 Assim Deus naquele dia humilhou a Jabim, rei de Cana, diante dos filhos de Israel.
24 E a mo dos filhos de Israel prevalecia cada vez mais contra Jabim, rei de Cana, at que o destruram.
JUZES [5]
1 Ento cantaram Dbora e Baraque, filho de Abinoo, naquele dia, dizendo:
2 Porquanto os chefes se puseram  frente em Israel, porquanto o povo se ofereceu voluntariamente, louvai ao Senhor.
3 Ouvi,  reis; dai ouvidos,  prncipes! eu cantarei ao Senhor, salmodiarei ao Senhor Deus de Israel.
4  Senhor, quando saste de Seir, quando caminhaste desde o campo de Edom, a terra estremeceu, os cus gotejaram, sim, as nuvens 
gotejaram guas.
5 Os montes se abalaram diante do Senhor, e at Sinai, diante do Senhor Deus de Israel.
6 Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael, cessaram as caravanas; e os que viajavam iam por atalhos desviados.
7 Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; at que eu Dbora, me levantei, at que eu me levantei por me em Israel.
8 Escolheram deuses novos; logo a guerra estava s portas; via-se porventura escudo ou lana entre quarenta mil em Israel?
9 Meu corao inclina-se para os guias de Israel, que voluntariamente se ofereceram entre o povo. Bendizei ao Senhor.
10 Louvai-o vs, os que cavalgais sobre jumentas brancas, que vos assentais sobre ricos tapetes; e vs, que andais pelo caminho.
11 Onde se ouve o estrondo dos flecheiros, entre os lugares onde se tiram guas, ali falaro das justias do Senhor, das justias que fez 
s suas aldeias em Israel; ento o povo do Senhor descia s portas.
12 Desperta, desperta, Dbora; desperta, desperta, entoa um cntico; levanta-te, Baraque, e leva em cativeiro os teus prisioneiros, tu, 
filho de Abinoo.
13 Ento desceu o restante dos nobres e do povo; desceu o Senhor por mim contra os poderosos.
14 De Efraim desceram os que tinham a sua raiz em Amaleque, aps ti, Benjamim, entre os teus povos; de Maquir desceram os guias, 
e de Zebulom os que levam o bculo do inspetor de tropas.
15 Tambm os prncipes de Issacar estavam com Dbora; e como Issacar, assim tambm Baraque; ao vale precipitaram-se em suas 
pegadas. Junto aos ribeiros de Rben grandes foram as resolues do corao.
16 Por que ficastes entre os currais a escutar os balidos dos rebanhos? Junto aos ribeiros de Rben grandes foram as resolues do 
corao.
17 Gileade ficou da banda dalm do Jordo; e D, por que se deteve com seus navios? Aser se assentou na costa do mar e ficou junto 
aos seus portos.
18 Zebulom  um povo que se exps  morte, como tambm Naftali, nas alturas do campo.
19 Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Cana, em Taanaque junto s guas de Megido; no tomaram despojo de prata.
20 Desde os cus pelejaram as estrelas; desde as suas rbitas pelejaram contra Ssera.
21 O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom.  minha alma, calcaste aos ps a fora.
22 Ento os cascos dos cavalos feriram a terra na fuga precipitada dos seus valentes.
23 Amaldioai a Meroz, diz o anjo do Senhor, amaldioai acremente aos seus habitantes; porquanto no vieram em socorro do 
Senhor, em socorro do Senhor, entre os valentes.
24 Bendita entre todas as mulheres ser Jael, mulher de Heber, o queneu; bendita ser entre as mulheres nmades.
25 gua pediu ele, leite lhe deu ela; em taa de prncipes lhe ofereceu coalhada.
26  estaca estendeu a mo esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a direita, e matou a Ssera, rachando-lhe a cabea; furou e 
traspassou-lhe as fontes.
27 Aos ps dela ele se encurvou, caiu, ficou estirado; aos ps dela se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali caiu morto.
28 A me de Ssera olhando pela janela, atravs da grade exclamava: Por que tarda em vir o seu carro? por que se demora o rumor das 
suas carruagens?
29 As mais sbias das suas damas responderam, e ela respondia a si mesma:
30 No esto, porventura, achando e repartindo os despojos? uma ou duas donzelas a cada homem? para Ssera despojos de estofos 
tintos, despojos de estofos tintos bordados, bordados de vrias cores, para o meu pescoo?
31 Assim  Senhor, peream todos os teus inimigos! Sejam, porm, os que te amam, como o sol quando se levanta na sua fora.
32 E a terra teve sossego por quarenta anos.
JUZES [6]
1 Mas os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou na mo de Midi por sete anos.
2 Prevalecia, pois, a mo de Midi sobre Israel e, por causa de Midi, fizeram os filhos de Israel para si as covas que esto nos 
montes, as cavernas e as fortalezas.
3 Porque sucedia que, havendo Israel semeado, subiam contra ele os midianitas, os amalequitas e os filhos do oriente;
4 e, acampando-se contra ele, destruam o produto da terra at chegarem a Gaza, e no deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, 
nem bois, nem jumentos.
5 Porque subiam com os seus rebanhos e tendas; vinham em multido, como gafanhotos; tanto eles como os seus camelos eram 
inumerveis; e entravam na terra, para a destruir.
6 Assim Israel se enfraqueceu muito por causa dos midianitas; ento os filhos de Israel clamaram ao Senhor.
7 E sucedeu que, clamando eles ao Senhor por causa dos midianitas,
8 enviou-lhes o Senhor um profeta, que lhes disse: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Do Egito eu vos fiz subir, e vos tirei da casa 
da servido;
9 livrei-vos da mo dos egpcios, e da mo de todos quantos vos oprimiam, e os expulsei de diante de vs, e a vs vos dei a sua terra.
10 Tambm eu vos disse: Eu sou o Senhor vosso Deus; no temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Mas no destes 
ouvidos  minha voz.
11 Ento o anjo do Senhor veio, e sentou-se debaixo do carvalho que estava em Ofra e que pertencia a Jos, abiezrita, cujo filho 
Gideo estava malhando o trigo no lagar para o esconder dos midianitas.
12 Apareceu-lhe ento o anjo do Senhor e lhe disse: O Senhor  contigo,  homem valoroso.
13 Gideo lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor  conosco, por que tudo nos sobreveio? e onde esto todas as suas maravilhas 
que nossos pais nos contaram, dizendo: No nos fez o Senhor subir do Egito? Agora, porm, o Senhor nos desamparou, e nos 
entregou na mo de Midi.
14 Virou-se o Senhor para ele e lhe disse: Vai nesta tua fora, e livra a Israel da mo de Midi; porventura no te envio eu?
15 Replicou-lhe Gideo: Ai, senhor meu, com que livrarei a Israel? eis que a minha famlia  a mais pobre em Manasss, e eu o menor 
na casa de meu pai.
16 Tornou-lhe o Senhor: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirs aos midianitas como a um s homem.
17 Prosseguiu Gideo: Se agora tenho achado graa aos teus olhos, d-me um sinal de que s tu que falas comigo.
18 Rogo-te que no te apartes daqui at que eu volte trazendo do meu presente e o ponha diante de ti. Respondeu ele: Esperarei at 
que voltes.
19 Entrou, pois, Gideo, preparou um cabrito e fez, com uma e efa de farinha, bolos zimos; ps a carne num cesto e o caldo numa 
panela e, trazendo para debaixo do carvalho, lho apresentou.
20 Mas o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os bolos zimos, e pe-nos sobre esta rocha e derrama-lhes por cima o caldo. E ele 
assim fez.
21 E o anjo do Senhor estendeu a ponta do cajado que tinha na mo, e tocou a carne e os bolos zimos; ento subiu fogo da rocha, e 
consumiu a carne e os bolos zimos; e o anjo do Senhor desapareceu-lhe da vista.
22 Vendo Gideo que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.
23 Porm o Senhor lhe disse: Paz seja contigo, no temas; no morrers.
24 Ento Gideo edificou ali um altar ao Senhor, e lhe chamou Jeov-Salom; e ainda at o dia de hoje est o altar em Ofra dos 
abiezritas.
25 Naquela mesma noite, disse o Senhor a Gido: Toma um dos bois de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar 
de Baal, que  de teu pai, e corta a asera que est ao p dele.
26 Edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, na forma devida; toma o segundo boi, e o oferece em holocausto, 
com a lenha da asera que cortares
27 Ento Gideo tomou dez homens dentre os seus servos, e fez como o Senhor lhe dissera; porm, temendo ele a casa de seu pai e os 
homens daquela cidade, no o fez de dia, mas de noite.
28 Levantando-se, pois, os homens daquela cidade, de madrugada, eis que estava o altar de Baal derribado, cortada a asera que 
estivera ao p dele, e o segundo boi oferecido no altar que fora edificado.
29 Pelo que disseram uns aos outros: Quem fez isto? E, depois de investigarem e inquirirem, disseram: Gideo, filho de Jos,  quem 
fez isto.
30 Ento os homens daquela cidade disseram a Jos: Tira para fora teu filho, para que morra, porque derribou o altar de Baal e cortou 
a asera que estava ao p dele.
31 Jos, porm, disse a todos os que se puseram contra ele: Contendereis vs por Baal? livr-lo-eis vs? Qualquer que por ele 
contender, ainda esta manh ser morto; se ele  deus, por si mesmo contenda, pois foi derribado o seu altar.
32 Pelo que naquele dia chamaram a Gido Jerubaal, dizendo: Baal contenda contra ele, pois derribou o seu altar.
33 Ento todos os midianitas, os amalequitas e os filhos do oriente se ajuntaram e, passando o Jordo, acamparam no vale de Jizreel.
34 Mas o Esprito do Senhor apoderou-se de Gideo; e tocando ele a trombeta, os abiezritas se ajuntaram aps ele.
35 E enviou mensageiros por toda a tribo de Manasss, que tambm se ajuntou aps ele; e ainda enviou mensageiros a Aser, a 
Zebulom e a Naftali, que lhe saram ao encontro.
36 Disse Gideo a Deus: Se hs de livrar a Israel por minha mo, como disseste,
37 eis que eu porei um velo de l na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar enxuta, ento conhecerei que hs de 
livrar a Israel por minha mo, como disseste.
38 E assim foi; pois, levantando-se de madrugada no dia seguinte, apertou o velo, e espremeu dele o orvalho, que encheu uma taa.
39 Disse mais Gideo a Deus: No se acenda contra mim a tua ira se ainda falar s esta vez. Permite que s mais esta vez eu faa
prova com o velo; rogo-te que s o velo fique enxuto, e em toda a terra haja orvalho.
40 E Deus assim fez naquela noite; pois s o velo estava enxuto, e sobre toda a terra havia orvalho.
JUZES [7]
1 Ento Jerubaal, que  Gideo, e todo o povo que estava com ele, levantando-se de madrugada acamparam junto  fonte de Harode; e
o arraial de Midi estava da banda do norte, perto do outeiro de Mor, no vale.
2 Disse o Senhor a Gideo: O povo que est contigo  demais para eu entregar os midianitas em sua mo; no seja caso que Israel se 
glorie contra mim, dizendo: Foi a minha prpria mo que me livrou.
3 Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tmido volte, e retire-se do monte Gileade. Ento voltaram 
do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.
4 Disse mais o Senhor a Gideo: Ainda so muitos. Faze-os descer s guas, e ali os provarei; e ser que, aquele de que eu te disser: 
Este ir contigo, esse contigo ir; porm todo aquele de que eu te disser: Este no ir contigo, esse no ir.
5 E Gideo fez descer o povo s guas. Ento o Senhor lhe disse: Qualquer que lamber as guas com a lngua, como faz o co, a esse 
pors de um lado; e a todo aquele que se ajoelhar para beber, pors do outro.
6 E foi o nmero dos que lamberam a gua, levando a mo  boca, trezentos homens; mas todo o resto do povo se ajoelhou para 
beber.
7 Disse ainda o Senhor a Gideo: Com estes trezentos homens que lamberam a gua vos livrarei, e entregarei os midianitas na tua 
mo; mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar.
8 E o povo tomou na sua mo as provises e as suas trombetas, e Gideo enviou todos os outros homens de Israel cada um  sua 
tenda, porm reteve os trezentos. O arraial de Midi estava embaixo no vale.
9 Naquela mesma noite disse o Senhor a Gideo: Levanta-te, e desce contra o arraial, porque eu o entreguei na tua mo.
10 Mas se tens medo de descer, vai com o teu moo, Pur, ao arraial;
11 ouvirs o que dizem, e sero fortalecidas as tuas mos para desceres contra o arraial. Ento desceu ele com e seu moo, Pur, at o 
posto avanado das sentinelas do arraial.
12 Os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale, como gafanhotos em multido; e os seus camelos eram 
inumerveis, como a areia na praia do mar.
13 No momento em que Gideo chegou, um homem estava contando ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eu tive um sonho; eis 
que um po de cevada vinha rolando sobre o arraial dos midianitas e, chegando a uma tenda, bateu nela de sorte a faz-la cair, e a 
virou de cima para baixo, e ela ficou estendida por terra.
14 Ao que respondeu o seu companheiro, dizendo: Isso no  outra coisa seno a espada de Gideo, filho de Jos, varo israelita. Na 
sua mo Deus entregou Midi e todo este arraial.
15 Quando Gideo ouviu a narrao do sonho e a sua interpretao, adorou a Deus; e voltando ao arraial de Israel, disse: Levantai-
vos, porque o Senhor entregou nas vossas mos o arraial de Midi.
16 Ento dividiu os trezentos homens em trs companhias, ps nas mos de cada um deles trombetas, e cntaros vazios contendo 
tochas acesas,
17 e disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis que chegando eu  extremidade do arraial, como eu fizer, assim fareis 
vs.
18 Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai tambm vs as trombetas ao redor de todo o arraial, e dizei: 
Pelo Senhor e por Gideo!
19 Gideo, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram  extremidade do arraial, ao princpio da viglia do meio, havendo 
sido de pouco colocadas as guardas; ento tocaram as trombetas e despedaaram os cntaros que tinham nas mos.
20 Assim tocaram as trs companhias as trombetas, despedaaram os cntaros, segurando com as mos esquerdas as tochas e com as 
direitas as trombetas para as tocarem, e clamaram: A espada do Senhor e de Gideo!
21 E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial; ento todo o exrcito deitou a correr e, gritando, fugiu.
22 Pois, ao tocarem os trezentos as trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, e fugiram at 
Bete-Sita, em direo de Zerer, at os limites de Abel-Meol, junto a Tabate.
23 Ento os homens de Israel, das tribos de Naftali, de Aser e de todo o Manasss, foram convocados e perseguiram a Midi.
24 Tambm Gideo enviou mensageiros por toda a regio montanhosa de Efraim, dizendo: Descei ao encontro de Midi, e ocupai-lhe 
as guas at Bete-Bara, e tambm o Jordo. Convocados, pois todos os homens de Efraim, tomaram-lhe as guas at Bete-Bara, e 
tambm o Jordo;
25 e prenderam dois prncipes de Midi, Orebe e Zeebe; e mataram Orebe na penha de Orebe, e Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e 
perseguiram a Midi; e trouxeram as cabeas de Orebe e de Zeebe a Gideo, alm do Jordo.
JUZES [8]
1 Ento os homens de Efraim lhe disseram: Que  isto que nos fizeste, no nos chamando quando foste pelejar contra Midi? E 
repreenderam-no asperamente.
2 Ele, porm, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparao ao que vs fizestes? No so porventura os rabiscos de Efraim 
melhores do que a vindima de Abiezer?
3 Deus entregou na vossa mo os prncipes de Midi, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparao ao que vs fizestes? 
Ento a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
4 E Gideo veio ao Jordo e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.
5 Disse, pois, aos homens de Sucote: Dai, peo-vos, uns pes ao povo que me segue, porquanto est fatigado, e eu vou perseguindo a 
Zeba e Zalmuna, reis os midianitas.
6 Mas os prncipes de Sucote responderam: J esto em teu poder as mos de Zeb e Zalmuna, para que demos po ao teu exrcito?
7 Replicou-lhes Gideo: Pois quando o Senhor entregar na minha mo a Zeb e a Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do 
deserto e com os abrolhos.
8 Dali subiu a Penuel, e falou da mesma maneira aos homens desse lugar, que lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam 
respondido.
9 Por isso falou tambm aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.
10 Zeb e Zalmuna estavam em Carcor com o seu exrcito, cerca de quinze mil homens, os restantes de todo o exrcito dos filhos do 
oriente; pois haviam cado cento e vinte mil homens que puxavam da espada.
11 subiu Gideo pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Nob e Jogbe, e feriu aquele exrcito, porquanto se dava 
por seguro.
12 E, fugindo Zeb e Zalmuna, Gideo os perseguiu, tomou presos esses dois reis dos midianitas e desbaratou todo o exrcito.
13 Voltando, pois, Gideo, filho de Jos, da peleja pela subida de Heres,
14 tomou preso a um moo dos homens de Sucote, e o inquiriu; este lhe deu por escrito os nomes dos prncipes de Sucote, e dos seus 
ancios, setenta e sete homens.
15 Ento veio aos homens de Sucote, e disse: Eis aqui Zeb e Zalmuna, a respeito dos quais me escarnecestes, dizendo: Porventura j 
esto em teu poder as mos de Zeb e Zalmuna, para que demos po aos teus homens fatigados?
16 Nisso tomou os ancios da cidade, e espinhos e abrolhos do deserto, e com eles ensinou aos homens de Sucote.
17 Tambm derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade.
18 Depois perguntou a Zeb e a Zalmuna: Como eram os homens que matastes em Tabor? E responderam eles: Qual s tu, tais eram 
eles; cada um parecia filho de rei.
19 Ento disse ele: Eram meus irmos, filhos de minha me; vive o Senhor, que se lhes tivsseis poupado a vida, eu no vos mataria.
20 E disse a Jeter, seu primognito: Levanta-te, mata-os. O mancebo, porm, no puxou da espada, porque temia, porquanto ainda era 
muito moo.
21 Ento disseram Zeb e Zalmuna: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua fora. Levantando-se, pois, 
Gideo, matou Zeb e Zalmuna, e tomou os crescentes que estavam aos pescoos dos seus camelos.
22 Ento os homens de Israel disseram a Gideo: Domina sobre ns, assim tu, como teu filho, e o filho de teu filho; porquanto nos 
livraste da mo de Midi.
23 Gideo, porm, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vs, nem meu filho, mas o Senhor sobre vs dominar.
24 Disse-lhes mais Gideo: uma petio vos farei: d-me, cada um de vs, as arrecadas do despojo. (Porque os inimigos tinham 
arrecadas de ouro, porquanto eram ismaelitas) .
25 Ao que disseram eles: De boa vontade as daremos. E estenderam uma capa, na qual cada um deles deitou as arrecadas do seu 
despojo.
26 E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de 
prpura que os reis de Midi trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoo.
27 Disso fez Gideo um fode, e o ps na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali aps ele; e foi um lao para Gideo e 
para sua casa.
28 Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a cabea. E a terra teve sossego, por 
quarenta anos nos dias de Gideo.
29 Ento foi Jerubaal, filho de Jos, e habitou em sua casa.
30 Gideo teve setenta filhos, que procederam da sua coxa, porque tinha muitas mulheres.
31 A sua concubina que estava em Siqum deu-lhe tambm um filho; e ps-lhe por nome Abimeleque.
32 Morreu Gideo, filho de Jos, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Jos, em Ofra dos abiezritas.
33 Depois da morte de Gideo os filhos de Israel tornaram a se prostituir aps os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus.
34 Assim os filhos de Israel no se lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mo de todos os seus inimigos ao redor;
35 nem usaram de beneficncia para com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideo, segundo todo o bem que ele havia feito a Israel.
JUZES [9]
1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siqum, aos irmos de sua me, e falou-lhes, e a toda a parentela da casa de pai de sua me, 
dizendo:
2 Falai, peo-vos, aos ouvidos de todos os cidados de Siqum: Que  melhor para vs? que setenta homens, todos os filhos de 
Jerubaal, dominem sobre vs, ou que um s domine sobre vs? Lembrai-vos tambm de que sou vosso osso e vossa carne.
3 Ento os irmos de sua me falaram todas essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidados de Siqum; e o corao 
deles se inclinou a seguir Abimeleque; pois disseram: E nosso irmo.
4 E deram-lhe setenta siclos de prata, da casa de Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque alguns homens ociosos e levianas, que 
o seguiram;
5 e foi  casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma s pedra. Mas Joto, filho 
menor de Jerubaal, ficou, porquanto se tinha escondido.
6 Ento se ajuntaram todos os cidados de Siqum e toda a Bete-Milo, e foram, e constituram rei a Abimeleque, junto ao carvalho da 
coluna que havia em Siqum.
7 Joto, tendo sido avisado disso, foi e, pondo-se no cume do monte Gerizim, levantou a voz e clamou, dizendo: Ouvi-me a mim, 
cidados de Siqum, para que Deus: vos oua a vos.
8 Foram uma vez as rvores a ungir para si um rei; e disseram  oliveira: Reina tu sobre ns.
9 Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouar sobre as 
rvores?
10 Ento disseram as rvores  figueira: Vem tu, e reina sobre ns.
11 Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doura, o meu bom fruto, para ir balouar sobre as rvores?
12 Disseram ento as rvores  videira: Vem tu, e reina sobre ns.
13 Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouar sobre as rvores?
14 Ento todas as rvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre ns.
15 O espinheiro, porm, respondeu s rvores: Se de boa f me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; 
mas, se no, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Lbano.
16 Agora, pois, se de boa f e com retido procedestes, constituindo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com 
a sua casa, e se com ele usastes conforme o merecimento das suas mos
17 (porque meu pai pelejou por vs, desprezando a prpria vida, e vos livrou da mo de Midi;
18 porm vs hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma s pedra; e a 
Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidados de Siqum, porque  vosso irmo);
19 se de boa f e com retido procedestes hoje para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e tambm ele se 
alegre em vs;
20 mas se no, saia fogo de Abimeleque, e devore os cidados de Siqum, e a Bete-Milo; e saia fogo dos cidados de Siqum e de 
Bete-Milo, e devore Abimeleque.
21 E partindo Joto, fugiu e foi para Beer, e ali habitou, por medo de Abimeleque, seu irmo.
22 Havendo Abimeleque reinado trs anos sobre Israel,
23 Deus suscitou um esprito mau entre Abimeleque e os cidados de Siqum; e estes procederam aleivosamente para com 
Abimeleque;
24 para que a violncia praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como tambm o sangue deles, recassem sobre Abimeleque, seu 
irmo, que os matara, e sobre os cidados de Siqum, que fortaleceram as mos dele para matar a seus irmos.
25 E os cidados de Siqum puseram de emboscada contra ele, sobre os cumes dos montes, homens que roubavam a todo aquele que 
passava por eles no caminho. E contou-se isto a Abimeleque.
26 Tambm veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmos, e estabeleceu-se em Siqum; e confiaram nele os cidados de Siqum.
27 Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, entrando na casa de seu deus, comeram e 
beberam, e amaldioaram a Abimeleque.
28 E disse Gaal, filho de Ebede: Quem  Abimeleque, e quem  Siqum, para que sirvamos a Abimeleque? no , porventura, filho de 
Jerubaal? e no  Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siqum; pois, por que razo serviramos ns a 
Abimeleque?
29 Ah! se este povo estivesse sob a minha mo, eu transtornaria a Abimeleque. Eu lhe diria: Multiplica o teu exrcito, e vem.
30 Quando Zebul, o governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira.
31 E enviou secretamente mensageiros a Abimeleque, para lhe dizerem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmos vieram a Siqum, 
e esto sublevando a cidade contra ti.
32 Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e pe-te de emboscada no campo.
33 E pela manh, ao nascer do sol, levanta-te, e d de golpe sobre a cidade; e, saindo contra ti Gaal e o povo que tiver com ele, faze-
lhe como te permitirem as circunstncias.
34 Levantou-se, pois, de noite Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, e puseram emboscadas a Siqum, em quatro bandos.
35 E Gaal, filho de Ebede, saiu e ps-se  entrada da porta da cidade; e das emboscadas se levantou Abimeleque, e todo o povo que 
estava com ele.
36 Quando Gaal viu aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Respondeu-lhe Zebul: Tu vs as sombras 
dos montes como se fossem homens.
37 Gaal, porm, tornou a falar, e disse: Eis que desce gente do meio da terra; tambm vem uma tropa do caminho do carvalho de 
Meonenim.
38 Ento lhe disse Zebul: Onde est agora a tua boca, com a qual dizias: Quem  Abimeleque, para que o sirvamos? No  esse, 
porventura, o povo que desprezaste. Sai agora e peleja contra ele!
39 Assim saiu Gaal,  frente dos cidados de Siqum, e pelejou contra Abimeleque.
40 Mas Abimeleque o perseguiu, pois Gaal fugiu diante dele, e muitos caram feridos at a entrada da porta.
41 Abimeleque ficou em Arum. E Zebul expulsou Gaal e seus irmos, para que no habitassem em Siqum.
42 No dia seguinte sucedeu que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque,
43 o qual, tomando o seu povo, dividiu-o em trs bandos, que ps de emboscada no campo. Quando viu que o povo saa da cidade, 
levantou-se contra ele e o feriu.
44 Abimeleque e os que estavam com ele correram e se puseram  porta da cidade; e os outros dois bandos deram de improviso sobre 
todos quantos estavam no campo, e os feriram.
45 Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou o povo que nela se achava; e, assolando-a, a semeou de sal.
46 Tendo ouvido isso todos os cidados de Migdol-Siqum, entraram na fortaleza, na casa de El-Berite.
47 E contou-se a Abimeleque que todos os cidados de Migbol-Siqum se haviam congregado.
48 Ento Abimeleque subiu ao monte Zalmom, ele e todo o povo que com ele havia; e, tomando na mo um machado, cortou um 
ramo de rvore e, levantando-o, p-lo ao seu ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, apressai-vos a faz-lo 
tambm.
49 Tendo, pois, cada um cortado o seu ramo, seguiram a Abimeleque; e, pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com 
os que nela estavam; de modo que morreram tambm todos os de Migdol-Siqum, cerca de mil homens e mulheres.
50 Ento Abimeleque foi a Tebez, e a sitiou e tomou.
51 Havia, porm, no meio da cidade uma torre forte, na qual se refugiaram todos os habitantes da cidade, homens e mulheres; e 
fechando aps si as portas, subiram ao eirado da torre.
52 E Abimeleque, tendo chegado at a torre, atacou-a, e chegou-se  porta da torre, para lhe meter fogo.
53 Nisso uma mulher lanou a pedra superior de um moinho sobre a cabea de Abimeleque, e quebrou-lhe o crnio.
54 Ento ele chamou depressa o moo, seu escudeiro, e disse-lhe: Desembainha a tua espada e mata-me, para que no se diga de mim: 
uma mulher o matou. E o moo o traspassou e ele morreu.
55 Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque j era morto, foram-se cada um para o seu lugar.
56 Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmos;
57 como tambm fez tornar sobre a cabea dos homens de Siqum todo o mal que fizeram; e veio sobre eles a maldio de Joto, 
filho de Jerubaal.
JUZES [10]
1 Depois de Abimeleque levantou-se, para livrar a Israel, Tola, filho de Puva, filho de Dod, homem de Issacar, que habitava em 
Samir, na regio montanhosa de Efraim.
2 Ele julgou a Israel vinte e trs anos; e morreu, e foi sepultado em Samir.
3 Depois dele levantou-se Jair, gileadita, que julgou a Israel vinte e dois anos.
4 Ele tinha trinta filhos, que cavalgavam sobre trinta jumentos; e tinham estes trinta cidades, que se chamam Havote-Jair, at a dia de 
hoje, as quais esto na terra de Gileade.
5 Morreu Jair, e foi sepultado em Camom.
6 Ento tornaram os filhos de Israel a fazer e que era mau aos olhos do Senhor, e serviram aos baalins, e s astarotes, e aos deuses da 
Sria, e aos de Sidom, e de Moabe, e dos amonitas, e dos filisteus; e abandonaram o Senhor, e no o serviram.
7 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mo dos filisteus e na mo dos amonitas,
8 os quais naquele mesmo ano comearam a vex-los e oprimi-los. Por dezoito anos oprimiram a todos os filhos de Israel que estavam 
dalm do Jordo, na terra dos amorreus, que  em Gileade.
9 E os amonitas passaram o Jordo, para pelejar tambm contra Jud e Benjamim, e contra a casa de Efraim, de maneira que Israel se 
viu muito angustiado.
10 Ento os filhos de Israel clamaram ao Senhor, dizendo: Pecamos contra ti, pois abandonamos o nosso Deus, e servimos aos 
baalins.
11 O Senhor, porm, respondeu aos filhos de Israel: Porventura no vos livrei eu dos egpcios, dos amorreus, dos amonitas e dos 
filisteus?
12 Tambm os sidnios, os amalequitas e os maonitas vos oprimiram; e, quando clamastes a mim, no vos livrei da sua mo?
13 Contudo vs me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que no vos livrarei mais.
14 Ide e clamai aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem no tempo da vossa angstia.
15 Mas os filhos de Israel disseram ao Senhor: Pecamos; fazes-nos conforme tudo quanto te parecer bem; to-somente te rogamos que 
nos livres hoje.
16 E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao Senhor, que se moveu de compaixo por causa da desgraa de Israel.
17 Depois os amonitas se reuniram e acamparam em Gileade; tambm os filhos de Israel, reunindo-se, acamparam em Mizp.
18 Ento o povo, isto , os prncipes de Gileade disseram uns aos outros: Quem ser o varo que comear a peleja contra os 
amonitas? esse ser o chefe de todos os habitantes de Gileade.
JUZES [11]
1 Era ento Jeft, o gileadita, homem valoroso, porm filho duma prostituta; Gileade era o pai dele.
2 Tambm a mulher de Gileade lhe deu filhos; quando os filhos desta eram j grandes, expulsaram a Jeft, e lhe disseram: No 
herdars na casa de nosso pai, porque s filho de outra mulher.
3 Ento Jeft fugiu de diante de seus irmos, e habitou na terra de Tobe; e homens levianos juntaram-se a Jeft, e saiam com ele.
4 Passado algum tempo, os amonitas fizeram guerra a Israel.
5 E, estando eles a guerrear contra Israel, foram os ancios de Gileade para trazer Jeft da terra de Tobe,
6 e lhe disseram: Vem, s o nosso chefe, para que combatamos contra os amonitas.
7 Jeft, porm, perguntou aos ancios de Gileade: Porventura no me odiastes, e no me expulsastes da casa de meu pai? por que, 
pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto?
8 Responderam-lhe os ancios de Gileade:  por isso que tornamos a ti agora, para que venhas conosco, e combatas contra os 
amonitas, e nos sejas por chefe sobre todos os habitantes de Gileade.
9 Ento Jeft disse aos ancios de Gileade: Se me fizerdes voltar para combater contra os amonitas, e o Senhor mos entregar diante de 
mim, ento serei eu o vosso chefe.
10 Responderam os ancios de Gileade a Jeft: O Senhor ser testemunha entre ns de que faremos conforme a tua palavra.
11 Assim Jeft foi com os ancios de Gileade, e o povo o ps por cabea e chefe sobre si; e Jeft falou todas as suas palavras perante 
o Senhor em Mizp.
12 Depois Jeft enviou mensageiros ao rei dos amonitas, para lhe dizerem: Que h entre mim e ti, que vieste a mim para guerrear 
contra a minha terra?
13 Respondeu o rei dos amonitas aos mensageiros de Jeft:  porque Israel, quando subiu do Egito, tomou a minha terra, desde o 
Arnom at o Jaboque e o Jordo; restitui-me, pois, agora essas terras em paz.
14 Jeft, porm, tornou a enviar mensageiros ao rei dos amonitas,
15 dizendo-lhe: Assim diz Jeft: Israel no tomou a terra de Moabe, nem a terra dos amonitas;
16 mas quando Israel subiu do Egito, andou pelo deserto at o Mar Vermelho, e depois chegou a Cades;
17 dali enviou mensageiros ao rei de Edom, a dizer-lhe: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Mas o rei de Edom no lhe deu 
ouvidos. Ento enviou ao rei de Moabe, o qual tambm no consentiu; e assim Israel ficou em Cades.
18 Depois andou pelo deserto e rodeou a terra de Edom e a terra de Moabe, e veio pelo lado oriental da terra de Moabe, e acampou 
alm do Arnom; porm no entrou no territrio de Moabe, pois o Arnom era o limite de Moabe.
19 E Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, rei de Hesbom, e disse-lhe: Rogo-te que nos deixes passar pela tua terra at 
o meu lugar.
20 Siom, porm, no se fiou de Israel para o deixar passar pelo seu territrio; pelo contrrio, ajuntando todo o seu povo, acampou em 
Jaza e combateu contra Israel.
21 E o Senhor Deus de Israel entregou Siom com todo o seu povo na mo de Israel, que os feriu e se apoderou de toda a terra dos 
amorreus que habitavam naquela regio.
22 Apoderou-se de todo o territrio dos amorreus, desde o Arnom at o Jaboque, e desde o deserto at o Jordo.
23 Assim o Senhor Deus de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e possuirias tu esse territrio?
24 No possuirias tu o territrio daquele que Quems, teu deus, desapossasse de diante de ti? assim possuiremos ns o territrio de 
todos quantos o Senhor nosso Deus desapossar de diante de ns.
25 Agora, s tu melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? ousou ele jamais contender com Israel, ou lhe mover guerra?
26 Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, em Aroer e nas suas vilas em todas as cidades que esto ao 
longo do Arnom, por que no as recuperaste naquele tempo?
27 No fui eu que pequei contra ti; s tu, porm, que usas de injustia para comigo, fazendo-me guerra. O Senhor, que  juiz, julgue 
hoje entre os filhos de Israel e os amonitas.
28 Contudo o rei dos amonitas no deu ouvidos  mensagem que Jeft lhe enviou.
29 Ento o Esprito do Senhor veio sobre Jeft, de modo que ele passou por Gileade e Manasss, e chegando a Mizp de Gileade, dali 
foi ao encontro dos amonitas.
30 E Jeft fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mo os amonitas,
31 qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse ser do Senhor; 
eu o oferecerei em holocausto.
32 Assim Jeft foi ao encontro dos amonitas, a combater contra eles; e o Senhor lhos entregou na mo.
33 E Jeft os feriu com grande mortandade, desde Aroer at chegar a Minite, vinte cidades, e at Abel-Queramim. Assim foram 
subjugados os amonitas pelos filhos de Israel.
34 Quando Jeft chegou a Mizp,  sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danas; e era ela a filha nica; 
alm dela no tinha outro filho nem filha.
35 Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ai de mim, filha minha! muito me abateste; s tu a causa da minha desgraa! 
pois eu fiz, um voto ao Senhor, e no posso voltar atrs.
36 Ela lhe respondeu: Meu pai, se fizeste um voto ao Senhor, faze de mim conforme o teu voto, pois o Senhor te vingou dos teus 
inimigos, os filhos de Amom.
37 Disse mais a seu pai: Concede-me somente isto: deixa-me por dois meses para que eu v, e desa pelos montes, chorando a minha 
virgindade com as minhas companheiras.
38 Disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; ento ela se foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes.
39 E sucedeu que, ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o voto que tinha feito; e ela no tinha 
conhecido varo. Da veio o costume em Israel,
40 de irem as filhas de Israel de ano em ano lamentar por quatro dias a filha de Jeft, o gileadita. Isso no 
JUZES [12]
1 Ento os homens de Efraim se congregaram, passaram para Zafom e disseram a Jeft: Por que passaste a combater contra os 
amonitas, e no nos chamaste para irmos contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo.
2 Disse-lhes Jeft: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os amonitas; e quando vos chamei, no me livrastes da sua mo.
3 Vendo eu que no me livrveis, arrisquei a minha vida e fui de encontro aos amonitas, e o Senhor mos entregou nas mos; por que, 
pois, subistes vs hoje para combater contra mim?
4 Depois ajuntou Jeft todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim, e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este 
lhes dissera: Fugitivos sois de Efraim, vs gileaditas que habitais entre Efraim e Manasss.
5 E tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordo; e quando algum dos fugitivos de Efraim dizia: Deixai-me passar; ento os 
homens de Gileade lhe perguntavam: s tu efraimita? E dizendo ele: No;
6 ento lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porm ele dizia: Sibolete, porque no o podia pronunciar bem. Ento pegavam dele, e o 
degolavam nos vaus do Jordo. Cairam de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil.
7 Jeft julgou a Israel seis anos; e morreu Jeft, o gileadita, e foi sepultado numa das cidades de Gileade.
8 Depois dele julgou a Israel Ibz de Belm.
9 Tinha este trinta filhos, e trinta filhas que casou fora; e trinta filhas trouxe de fora para seus filhos. E julgou a Israel sete anos.
10 Morreu Ibz, e foi sepultado em Belm.
11 Depois dele Elom, o zebulonita, julgou a Israel dez anos.
12 Morreu Elom, o zebulonita, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.
13 Depois dele julgou a Israel Abdom, filho de Hilel, o piratonita.
14 Tinha este quarenta filhos e trinta netos, que cavalgavam sobre setenta jumentos. E julgou a Israel oito anos.
15 Morreu Abdom, filho de Hilel, o piratonita, e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na regio montanhosa dos amalequitas.
JUZES [13]
1 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, e ele os entregou na mo dos filisteus por quarenta anos.
2 Havia um homem de Zor, da tribo de D, cujo nome era Mano; e sua mulher, sendo estril, no lhe dera filhos.
3 Mas o anjo do Senhor apareceu  mulher e lhe disse: Eis que s estril, e nunca deste  luz; porm concebers, e ters um filho.
4 Agora pois, toma cuidado, e no bebas vinho nem bebida forte, e no comas coisa alguma impura;
5 porque tu concebers e ters um filho, sobre cuja cabea no passar navalha, porquanto o menino ser nazireu de Deus desde o 
ventre de sua me; e ele comeara a livrar a Israel da mo dos filisteus.
6 Ento a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Veio a mim um homem de Deus, cujo semblante era como o de um anjo de 
Deus, em extremo terrvel; e no lhe perguntei de onde era, nem ele me disse o seu nome;
7 porm disse-me: Eis que tu concebers e ters um filho. Agora pois, no bebas vinho nem bebida forte, e no comas coisa impura; 
porque o menino ser nazireu de Deus, desde o ventre de sua me at o dia da sua morte.
8 Ento Mano suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra 
vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que h de nascer.
9 Deus ouviu a voz de Mano; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porm no estava 
com ela seu marido, Mano.
10 Apressou-se, pois, a mulher e correu para dar a notcia a seu marido, e disse-lhe: Eis que me apareceu aquele homem que veio ter 
comigo o outro dia.
11 Ento Mano se levantou, seguiu a sua mulher e, chegando  presena do homem, perguntou-lhe: s tu o homem que falou a esta 
mulher? Ele respondeu: Sou eu.
12 Ento disse Mano: Quando se cumprirem as tuas palavras, como se h de criar o menino e que far ele?
13 Respondeu o anjo do Senhor a Mano: De tudo quanto eu disse  mulher se guardar ela;
14 de nenhum produto da vinha comer; no beber vinho nem bebida forte, nem comer coisa impura; tudo quanto lhe ordenei 
cumprir.
15 Ento Mano disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
16 Disse, porm, o anjo do Senhor a Mano: Ainda que me detenhas, no comerei de teu po; e se fizeres holocausto,  ao Senhor que 
o oferecers. (Pois Mano no sabia que era o anjo do Senhor).
17 Ainda perguntou Mano ao anjo do Senhor: Qual  o teu nome?-para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que  maravilhoso?
19 Ento Mano tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto 
Mano e sua mulher o observavam.
20 Ao subir a chama do altar para o cu, subiu com ela o anjo do Senhor; o que vendo Mano e sua mulher, caram com o rosto em 
terra.
21 E no mais apareceu o anjo do Senhor a Mano, nem  sua mulher; ento compreendeu Mano que era o anjo do Senhor.
22 Disse Mano a sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.
23 Sua mulher, porm, lhe respondeu: Se o Senhor nos quisera matar, no teria recebido da nossa mo o holocausto e a oferta de 
cereais, nem nos teria mostrado todas estas coisas, nem agora nos teria dito semelhantes coisas.
24 Depois teve esta mulher um filho, a quem ps o nome de Sanso; e o menino cresceu, e o Senhor o abenoou.
25 E o Esprito do Senhor comeou a incit-lo em Maan-D, entre Zor e Estaol.
JUZES [14]
1 Desceu Sanso a Timnate; e vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus,
2 subiu, e declarou-o a seu pai e a sua me, dizendo: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora pois, tomai-ma por 
mulher.
3 Responderam-lhe, porm, seu pai e sua me: No h, porventura, mulher entre as filhas de teus irmos, nem entre todo o nosso 
povo, para que tu vs tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse, porm, Sanso a seu pai: Toma esta para mim, porque 
ela muito me agrada.
4 Mas seu pai e sua me no sabiam que isto vinha do Senhor, que buscava ocasio contra os filisteus; porquanto naquele tempo os 
filisteus dominavam sobre Israel.
5 Desceu, pois, Sanso com seu pai e com sua me a Timnate. E, chegando ele s vinhas de Timnate, um leo novo, rugindo, saiu-lhe 
ao encontro.
6 Ento o Esprito do Senhor se apossou dele, de modo que ele, sem ter coisa alguma na mo, despedaou o leo como se fosse um 
cabrito. E no disse nem a seu pai nem a sua me o que tinha feito.
7 Depois desceu e falou quela mulher; e ela muito lhe agradou.
8 Passado algum tempo, Sanso voltou para receb-la; e apartando-se de caminho para ver o cadver do leo, eis que nele havia um 
enxame de abelhas, e mel.
9 E tirando-o nas mos, foi andando e comendo dele; chegando aonde estavam seu pai e sua me, deu-lhes do mel, e eles comeram; 
porm no lhes disse que havia tirado o mel do corpo do leo.
10 Desceu, pois, seu pai  casa da mulher; e Sanso fez ali um banquete, porque assim os mancebos costumavam fazer.
11 E sucedeu que, quando os habitantes do lugar o viram, trouxeram trinta companheiros para estarem com ele.
12 Disse-lhes, pois, Sanso: Permiti-me propor-vos um enigma; se nos sete dias das bodas o decifrardes e mo descobrirdes, eu vos 
darei trinta tnicas de linho e trinta mantos;
13 mas se no puderdes decifrar, vs me dareis a mim as trinta tnicas de linho e os trinta mantos. Ao que lhe responderam eles: 
Prope o teu enigma, para que o ouamos.
14 Ento lhes disse: Do que come saiu comida, e do forte saiu doura. E em trs dias no puderam decifrar o enigma.
15 Ao quarto dia, pois, disseram  mulher de Sanso: Persuade teu marido a que declare o enigma, para que no queimemos a fogo a 
ti e  casa de teu pai. Acaso nos convidastes para nos despojardes?
16 E a mulher de Sanso chorou diante dele, e disse: To-somente me aborreces, e no me amas; pois propuseste aos filhos do meu 
povo um enigma, e no mo declaraste a mim. Respondeu-lhe ele: Eis que nem a meu pai nem a minha me o declarei, e to declararei a 
ti.
17 Assim ela chorava diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. Sucedeu, pois, que ao stimo dia lho declarou, porquanto o 
importunava; ento ela declarou o enigma aos filhos do seu povo.
18 Os homens da cidade, pois, ainda no stimo dia, antes de se pr o sol, disseram a Sanso: Que coisa h mais doce do que o mel? e 
que coisa h mais forte do que o leo? Respondeu-lhes ele: Se vs no tivsseis lavrado com a minha novilha, no tereis descoberto o 
meu enigma.
19 Ento o Esprito do Senhor se apossou dele, de modo que desceu a Asquelom, matou trinta dos seus homens e, tomando as suas 
vestes, deu-as aos que declararam o enigma; e, ardendo em ira, subiu  casa de seu pai.
20 E a mulher de Sanso foi dada ao seu companheiro, que lhe servira de paraninfo.:
JUZES [15]
1 Alguns dias depois disso, durante a ceifa do trigo, Sanso, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher, e disse: Entrarei na cmara 
de minha mulher. Mas o pai dela no o deixou entrar,
2 dizendo-lhe: Na verdade, pensava eu que de todo a aborrecias; por isso a dei ao teu companheiro. No , porm, mais formosa do 
que ela a sua irm mais nova? Toma-a, pois, em seu lugar.
3 Ento Sanso lhes disse: De agora em diante estarei sem culpa para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal.
4 E Sanso foi, apanhou trezentas raposas, tomou fachos e, juntando as raposas cauda a cauda, ps-lhes um facho entre cada par de 
caudas.
5 E tendo chegado fogo aos fachos, largou as raposas nas searas dos filisteus:, e assim abrasou tanto as medas como o trigo ainda em 
p as vinhas e os olivais.
6 Perguntaram os filisteus: Quem fez isto? Respondeu-se-lhes: Sanso, o genro do timnita, porque este lhe tomou a sua mulher, e a 
deu ao seu companheiro. Subiram, pois, os filisteus, e queimaram a fogo a ela e a seu pai.
7 Disse-lhes Sanso:  assim que fazeis? pois s cessarei quando me houver vingado de vs.
8 E de todo os desbaratou, infligindo-lhes grande mortandade. Ento desceu, e habitou na fenda do penhasco de Et.
9 Ento os filisteus subiram, acamparam-se em Jud, e estenderam-se por Le.
10 Perguntaram-lhes os homens de Jud: Por que subistes contra ns. E eles responderam: Subimos para amarrar a Sanso, para lhe 
fazer como ele nos fez.
11 Ento trs mil homens de Jud desceram at a fenda do penhasco de Et, e disseram a Sanso: No sabias tu que os filisteus 
dominam sobre ns? por que, pois, nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles.
12 Tornaram-lhe eles: Descemos para amarrar-te, a fim de te entregar nas mos dos filisteus. Disse-lhes Sanso: Jurai-me que vs 
mesmos no me acometereis.
13 Eles lhe responderam: No, no te mataremos, mas apenas te amarraremos, e te entregaremos nas mos deles. E amarrando-o com 
duas cordas novas, tiraram-no do penhasco.
14 Quando ele chegou a Le, os filisteus lhe saram ao encontro, jubilando. Ento o Esprito do Senhor se apossou dele, e as cordas 
que lhe ligavam os braos se tornaram como fios de linho que esto queimados do fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas 
mos.
15 E achou uma queixada fresca de jumento e, estendendo a mo, tomou-a e com ela matou mil homens.
16 Disse Sanso: Com a queixada de um jumento montes e mais montes! Sim, com a queixada de um jumento matei mil homens.
17 E acabando ele de falar, lanou da sua mo a queixada; e chamou-se aquele lugar Ram-Le.
18 Depois, como tivesse grande sede, clamou ao Senhor, e disse: Pela mo do teu servo tu deste este grande livramento; e agora 
morrerei eu de sede, e cairei nas mos destes incircuncisos?
19 Ento o Senhor abriu a fonte que est em Le, e dela saiu gua; e Sanso, tendo bebido, recobrou alento, e reviveu; pelo que a fonte 
ficou sendo chamada En-Hacore, a qual est em Le at o dia de hoje.
20 E julgou a Israel, nos dias dos filisteus, vinte anos.
JUZES [16]
1 Sanso foi a Gaza, e viu ali uma prostituta, e entrou a ela.
2 E foi dito aos gazitas: Sanso entrou aqui. Cercaram-no, pois, e de emboscada  porta da cidade o esperaram toda a noite; assim 
ficaram quietos a noite toda, dizendo: Quando raiar o dia, mat-lo-emos.
3 Mas Sanso deitou-se at a meia-noite; ento, levantando-se, pegou nas portas da entrada da cidade, com ambos os umbrais, 
arrancou-as juntamente com a tranca e, pondo-as sobre os ombros, levou-as at o cume do monte que est defronte de Hebrom.
4 Depois disto se afeioou a uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila.
5 Ento os chefes dos filisteus subiram a ter com ela, e lhe disseram: Persuade-o, e v em que consiste a sua grande fora, e como 
poderemos prevalecer contra ele e amarr-lo, para assim o afligirmos; e te daremos, cada um de ns, mil e cem moedas de prata.
6 Disse, pois, Dalila a Sanso: Declara-me, peo-te, em que consiste a tua grande fora, e com que poderias ser amarrado para te 
poderem afligir.
7 Respondeu-lhe Sanso: Se me amarrassem com sete cordas de nervos, ainda no secados, ento me tornaria fraco, e seria como 
qualquer outro homem.
8 Ento os chefes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de nervos, ainda no secados, com as quais ela o amarrou.
9 Ora, tinha ela em casa uns espias sentados na cmara interior. Ento ela disse: Os filisteus vm sobre ti, Sanso! E ele quebrou as 
cordas de nervos, como se quebra o fio da estopa ao lhe chegar o fogo. Assim no se soube em que consistia a sua fora.
10 Disse, pois, Dalila a Sanso: Eis que zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me agora com que poderia ser a amarrado.
11 Respondeu-lhe ele: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, que nunca tivessem sido usadas, ento me tornaria fraco, e 
seria como qualquer outro homem.
12 Ento Dalila tomou cordas novas, e o amarrou com elas, e disse-lhe: Os filisteus vm sobre ti, Sanso! E os espias estavam 
sentados na cmara interior. Porm ele as quebrou de seus braos como a um fio.
13 Disse Dalila a Sanso: At agora zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me pois, agora, com que poderia ser amarrado. 
E ele lhe disse: Se teceres as sete tranas da minha cabea com os lios da teia.
14 Assim ela as fixou com o torno de tear, e disse-lhe: Os filisteus vm sobre ti, Sanso! Ento ele despertou do seu sono, e arrancou 
o torno do tear, juntamente com os lios da teia.
15 Disse-lhe ela: como podes dizer: Eu te amo! no estando comigo o teu corao? J trs vezes zombaste de mim, e ainda no me 
declaraste em que consiste a tua fora.
16 E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a alma dele se angustiou at a morte.
17 E descobriu-lhe todo o seu corao, e disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabea, porque sou nazireu de Deus desde o 
ventre de minha me; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha fora, e me tornaria fraco, e seria como qualquer outro homem.
18 Vendo Dalila que ele lhe descobrira todo o seu corao, mandou chamar os chefes dos filisteus, dizendo: Subi ainda esta vez, 
porque agora me descobriu ele todo o seu corao. E os chefes dos filisteus subiram a ter com ela, trazendo o dinheiro nas mos.
19 Ento ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e mandou chamar um homem para lhe rapar as sete tranas de sua cabea. Depois 
comeou a afligi-lo, e a sua fora se lhe foi.
20 E disse ela: Os filisteus vm sobre ti, Sanso! Despertando ele do seu sono, disse: Sairei, como das outras vezes, e me livrarei. Pois 
ele no sabia que o Senhor se tinha retirado dele.
21 Ento os filisteus pegaram nele, arrancaram-lhe os olhos e, tendo-o levado a Gaza, amarraram-no com duas cadeias de bronze; e 
girava moinho no crcere.
22 Todavia o cabelo da sua cabea, logo que foi rapado, comeou a crescer de novo:
23 Ento os chefes dos filisteus se ajuntaram para oferecer um grande sacrifcio ao seu deus Dagom, e para se regozijar; pois diziam: 
Nosso deus nos entregou nas mos a Sanso, nosso inimigo.
24 semelhantemente o povo, vendo-o, louvava ao seu deus, dizendo: Nosso Deus nos entregou nas mos o nosso inimigo, aquele que 
destrua a nossa terra, e multiplicava os nossos mortos.
25 E sucedeu que, alegrando-se o seu corao, disseram: Mandai vir Sanso, para que brinque diante de ns. Mandaram, pois, vir do 
crcere Sanso, que brincava diante deles; e fizeram-no estar em p entre as colunas.
26 Disse Sanso ao moo que lhe segurava a mo: Deixa-me apalpar as colunas em que se sustm a casa, para que me encoste a elas.
27 Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres; e tambm ali estavam todos os chefes dos filisteus, e sobre o telhado havia cerca de 
trs mil homens e mulheres, que estavam vendo Sanso brincar.
28 Ento Sanso clamou ao Senhor, e disse:  Senhor Deus! lembra-te de mim, e fortalece-me agora s esta vez,  Deus, para que 
duma s vez me vingue dos filisteus pelos meus dois olhos.
29 Abraou-se, pois, Sanso com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, arrimando-se numa com a mo direita, e na 
outra com a esquerda.
30 E bradando: Morra eu com os filisteus! inclinou-se com toda a sua fora, e a casa caiu sobre os chefes e sobre todo o povo que nela 
havia. Assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida.
31 Ento desceram os seus irmos e toda a casa de seu pai e, tomando-o, o levaram e o sepultaram, entre Zor e Estaol, no sepulcro de 
Mano, seu pai. Ele havia julgado a Israel vinte anos.
JUZES [17]
1 Havia um homem da regio montanhosa de Efraim, cujo nome era Mica.
2 Disse este a sua me: As mil e cem moedas de prata que te foram tiradas, por cuja causa lanaste maldies, e acerca das quais 
tambm me falaste, eis que esse dinheiro est comigo, eu o tomei. Ento disse sua me: Bendito do Senhor seja meu filho!
3 E ele restituiu as mil e cem moedas de prata a sua me; porm ela disse: Da minha mo dedico solenemente este dinheiro ao Senhor 
a favor de meu filho, para fazer uma imagem esculpida e uma de fundio; de sorte que agora to tornarei a dar.
4 Quando ele restituiu o dinheiro a sua me, ela tomou duzentas moedas de prata, e as deu ao ourives, o qual fez delas uma imagem 
esculpida e uma de fundio, as quais ficaram em casa de Mica.
5 Ora, tinha este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um fode e terafins, e consagrou um de seus filhos, que lhe serviu de 
sacerdote.
6 Naquelas dias no havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos.
7 E havia um mancebo de Belm de Jud, da famlia de Jud, que era levita, e peregrinava ali.
8 Este homem partiu da cidade de Belm de Jud para peregrinar onde quer que achasse conveniente. Seguindo ele o seu caminho, 
chegou  regio montanhosa de Efraim,  casa de Mica,
9 o qual lhe perguntou: Donde vens? E ele lhe respondeu: Sou levita de Belm de Jud, e vou peregrinar onde achar conveniente.
10 Ento lhe disse Mica: Fica comigo, e s-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, o vesturio e o sustento. E 
o levita entrou.
11 Consentiu, pois, o levita em ficar com aquele homem, e lhe foi como um de seus filhos.
12 E Mica consagrou o levita, e o mancebo lhe serviu de sacerdote, e ficou em sua casa.
13 Ento disse Mica: Agora sei que o Senhor me far bem, porquanto tenho um levita por sacerdote.
JUZES [18]
1 Naqueles dias no havia rei em Israel; a tribo dos danitas buscava para si herana em que habitar; porque at ento no lhe havia 
cado a sua herana entre as tribos de Israel.
2 E de Zor e Estaol os filhos de D enviaram cinco homens da sua tribo, escolhidos dentre todo o povo, homens valorosos, para 
espiar e reconhecer a terra; e lhes disseram: Ide, reconhecei a terra. E chegaram eles  regio montanhosa de Efraim,  casa de Mica, e 
passaram ali a noite.
3 Pois, estando eles perto da casa de Mica, reconheceram a voz do mancebo levita; e, dirigindo-se para l, lhe perguntaram: Quem te 
trouxe para c? que ests fazendo aqui? e que  isto que tens aqui?
4 E ele lhes respondeu: Assim e assim me tem feito Mica; ele me assalariou, e eu lhe sirvo e sacerdote.
5 Ento lhe disseram: Consulta a Deus, para que saibamos se ser prspero o caminho que seguimos.
6 Ao que lhes disse o sacerdote: Ide em paz; perante o Senhor est o caminho que seguis.
7 Ento foram-se aqueles cinco homens, e chegando a Las, viram o povo que havia nela, como vivia em segurana, conforme o 
costume dos sidnios, quieto e desprecavido; no havia naquela terra falta de coisa alguma; era um povo rico e, estando longe dos 
sidnios, no tinha relaes com ningum.
8 Ento voltaram a seus irmos, em Zor e Estaol, os quais lhes perguntaram: Que dizeis vs?
9 Eles responderam: Levantai-vos, e subamos contra eles; porque examinamos a terra, e eis que  muito boa. E vs estareis aqui 
tranqilos? No sejais preguiosos em entrardes para tomar posse desta terra.
10 Quando l chegardes, achareis um povo desprecavido, e a terra  muito espaosa; pois Deus vos entregou na mo um lugar em que 
no h falta de coisa alguma que h na terra.
11 Ento seiscentos homens da tribo dos danitas partiram de Zor e Estaol, munidos de armas de guerra.
12 E, tendo subido, acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Jud; pelo que esse lugar ficou sendo chamado Maan-D, at o dia de 
hoje; eis que est ao ocidente de Quiriate-Jearim.
13 Dali passaram  regio montanhosa de Efraim, e chegaram  casa de Mica.
14 Ento os cinco homens que tinham ido espiar a terra de Las disseram a seus irmos: Sabeis vs que naquelas casas h um fode, e 
terafins, e uma imagem esculpida e uma de fundio? Considerai, pois, agora o que haveis de fazer.
15 Ento se dirigiram para l, e chegaram  casa do mancebo, o levita,  casa de Mica, e o saudaram.
16 E os seiscentos homens dos danitas, munidos de suas armas de guerra, ficaram  entrada da porta.
17 Mas subindo os cinco homens que haviam espiado a terra, entraram ali e tomaram a imagem esculpida, e fode, os terafins e a 
imagem de fundio, ficando o sacerdote em p  entrada da porta, com os seiscentos homens armados.
18 Quando eles entraram na casa de Mica, e tomaram a imagem esculpida, o fode, os terafins e a imagem de fundio, perguntou-
lhes o sacerdote: Que estais fazendo?
19 E eles lhe responderam: Cala-te, pe a mo sobre a boca, e vem conosco, e s-nos por pai e sacerdote. Que te  melhor? ser 
sacerdote da casa dum s homem, ou duma tribo e duma gerao em Israel?
20 Ento alegrou-se o corao do sacerdote, o qual tomou o fode, os terafins e a imagem esculpida, e entrou no meio do povo.
21 E, virando-se, partiram, tendo posto diante de si os pequeninos, o gado e a bagagem.
22 Estando eles j longe da casa de Mica, os homens que estavam nas casas vizinhas  dele se reuniram, e alcanaram os filhos de D.
23 E clamaram aps os filhos de D, os quais, virando-se, perguntaram a Mica: Que  que tens, visto que vens com tanta gente?
24 Ento ele respondeu: Os meus deuses que eu fiz, vs me tomastes, juntamente com o sacerdote, e partistes; e agora, que mais me 
fica? Como, pois, me dizeis: Que  que tens ?
25 Mas os filhos de D lhe disseram: No faas ouvir a tua voz entre ns, para que porventura homens violentos no se lancem sobre 
vs, e tu percas a tua vida, e a vida dos da tua casa.
26 Assim seguiram o seu caminho os filhos de D; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, virou-se e voltou para sua casa.
27 Eles, pois, levaram os objetos que Mica havia feito, e o sacerdote que estava com ele e, chegando a Las, a um povo quieto e 
desprecavido, passaram-no ao fio da espada, e puseram fogo  cidade.
28 E ningum houve que o livrasse, porquanto estava longe de Sidom, e no tinha relaes com ningum; a cidade estava no vale que 
est junto a Bete-Reobe. Depois, reedificando-a, habitaram nela,
29 e chamaram-lhe D, segundo o nome de D, seu pai, que nascera a Israel; era, porm, dantes o nome desta cidade Las.
30 Depois os filhos de D levantaram para si aquela imagem esculpida; e Jnatas, filho de Grsom, o filho de Moiss, ele e seus filhos 
foram sacerdotes da tribo dos danitas, at o dia do cativeiro da terra.
31 Assim, pois, estabeleceram para si a imagem esculpida que Mica fizera, por todo o tempo em que a casa de Deus esteve em Sil.
JUZES [19]
1 Aconteceu tambm naqueles dias, quando no havia rei em Israel, que certo levita, habitante das partes remotas da regio 
montanhosa de Efraim, tomou para si uma concubina, de Belm de Jud.
2 Ora, a sua concubina adulterou contra ele e, deixando-o, foi para casa de seu pai em Belm de Jud, e ali ficou uns quatro meses.
3 Seu marido, levantando-se, foi atrs dela para lhe falar bondosamente, a fim de tornar a traz-la; e levava consigo o seu moo e um 
par de jumentos. Ela o levou  casa de seu pai, o qual, vendo-o, saiu alegremente a encontrar-se com ele.
4 E seu sogro, o pai da moa, o deteve consigo trs dias; assim comeram e beberam, e se alojaram ali.
5 Ao quarto dia madrugaram, e ele se levantou para partir. Ento o pai da moa disse a seu genro: Fortalece-te com um bocado de 
po, e depois partireis:
6 Sentando-se, pois, ambos juntos, comeram e beberam; e disse o pai da moa ao homem: Peo-te que fiques ainda esta noite aqui, e 
alegre-se o teu corao.
7 O homem, porm, levantou-se para partir; mas, como seu sogro insistisse, tornou a passar a noite ali.
8 Tambm ao quinto dia madrugaram para partir; e disse o pai da moa: Ora, conforta o teu corao, e detm-te at o declinar do dia. 
E ambos juntos comeram.
9 Ento o homem se levantou para partir, ele, a sua concubina, e o seu moo; e disse-lhe seu sogro, o pai da moa: Eis que j o dia 
declina para a tarde; peo-te que aqui passes a noite. O dia j vai acabando; passa aqui a noite, e alegre-se o teu corao: Amanh de 
madrugada levanta-te para encetares viagem, e irs para a tua tenda.
10 Entretanto, o homem no quis passar a noite ali, mas, levantando-se, partiu e chegou  altura de Jebus (que  Jerusalm), e com ele 
o par de jumentos albardados, como tambm a sua concubina.
11 Quando estavam perto de Jebus, j o dia tinha declinado muito; e disse o moo a seu senhor: Vem, peo-te, retiremo-nos a esta 
cidade dos jebuseus, e passemos nela a noite.
12 Respondeu-lhe, porm, o seu senhor: No nos retiraremos a nenhuma cidade estrangeira, que no seja dos filhos de Israel, mas 
passaremos at Gibe.
13 Disse mais a seu moo: Vem, cheguemos a um destes lugares, Gibe ou Ram, e passemos ali a noite.
14 Passaram, pois, continuando o seu caminho; e o sol se ps quando estavam perto de Gibe, que pertence a Benjamim.
15 Pelo que se dirigiram para l, a fim de passarem ali a noite; e o levita, entrando, sentou-se na praa da cidade, porque no houve 
quem os recolhesse em casa para ali passarem a noite.
16 Eis que ao anoitecer vinha do seu trabalho no campo um ancio; era ele da regio montanhosa de Efraim, mas habitava em Gibe; 
os homens deste lugar, porm, eram benjamitas.
17 Levantando ele os olhos, viu na praa da cidade o viajante, e perguntou-lhe: Para onde vais, e donde vens?
18 Respondeu-lhe ele: Estamos de viagem de Belm de Jud para as partes remotas da regio montanhosa de Efraim, donde sou. Fui a 
Belm de Jud, porm agora vou  casa do Senhor; e ningum h que me recolha em casa.
19 Todavia temos palha e forragem para os nossos jumentos; tambm h po e vinho para mim, para a tua serva, e para o moo que 
vem com os teus servos; de coisa nenhuma h falta.
20 Disse-lhe o ancio: Paz seja contigo; tudo quanto te faltar fique ao meu cargo; to-somente no passes a noite na praa.
21 Assim o fez entrar em sua casa, e deu rao aos jumentos; e, depois de lavarem os ps, comeram e beberam.
22 Enquanto eles alegravam o seu corao, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, bateram  porta, e 
disseram ao ancio, dono da casa: Traze c para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheamos.
23 O dono da casa saiu a ter com eles, e disse-lhes: No, irmos meus, no faais semelhante mal; j que este homem entrou em 
minha casa, no faais essa loucura.
24 Aqui esto a minha filha virgem e a concubina do homem; f-las-ei sair; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos 
vossos olhos; porm a este homem no faais tal loucura.
25 Mas esses homens no o quiseram ouvir; ento aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para fora. Eles a conheceram e 
abusaram dela a noite toda at pela manh; e ao subir da alva deixaram-na:
26 Ao romper do dia veio a mulher e caiu  porta da casa do homem, onde estava seu senhor, e ficou ali at que se fez claro.
27 Levantando-se pela manh seu senhor, abriu as portas da casa, e ia sair para seguir o seu caminho; e eis que a mulher, sua 
concubina, jazia  porta da casa, com as mos sobre o limiar.
28 Ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos; porm ela no respondeu. Ento a ps sobre o jumento e, partindo dali, foi para o seu lugar.
29 Quando chegou em casa, tomou um cutelo e, pegando na sua concubina, a dividiu, membro por membro, em doze pedaos, que ele 
enviou por todo o territrio de Israel.
30 E sucedeu que cada um que via aquilo dizia: Nunca tal coisa se fez, nem se viu, desde o dia em que os filhos de Israel subiram da
terra do Egito at o dia de hoje; ponderai isto, consultai, e dai o vosso parecer.
JUZES [20]
1 Ento saram todos os filhos de Israel, desde D at Berseba, e desde a terra de Gileade, e a congregao, como se fora um s
homem, se ajuntou diante do senhor em Mizp.
2 Os homens principais de todo o povo, de todas as tribos de Israel, apresentaram-se na assemblia do povo de Deus; eram
quatrocentos mil homens de infantaria que arrancavam da espada.
3 (Ora, ouviram os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mizp). E disseram os filhos de Israel: Dizei-nos, de 
que modo se cometeu essa maldade?
4 Ento respondeu o levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibe, que pertence a 
Benjamim, para ali passar a noite;
5 e os cidados de Gibe se levantaram contra mim, e cercaram e noite a casa em que eu estava; a mim intentaram matar, e violaram a 
minha concubina, de maneira que morreu.
6 Ento peguei na minha concubina, dividi-a em pedaos e os enviei por todo o pas da herana de Israel, porquanto cometeram tal 
abominao e loucura em Israel:
7 Eis aqui estais todos vs,  filhos de Israel; dai a vossa palavra e conselho neste caso.
8 Ento todo o povo se levantou como um s homem, dizendo: Nenhum de ns ir  sua tenda, e nenhum de ns voltar a sua casa.
9 Mas isto  o que faremos a Gibe: subiremos contra ela por sorte;
10 tomaremos, de todas as tribos de Israel, dez homens de cada cem, cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para trazerem 
mantimento para o povo, a fim de que, vindo ele a Gibe de Benjamim, lhe faa conforme toda a loucura que ela fez em Israel.
11 Assim se ajuntaram contra essa cidade todos os homens de Israel, unidos como um s homem.
12 Ento as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, para lhe dizerem: Que maldade  essa que se fez entre 
vs?
13 Entregai-nos, pois, agora aqueles homens, filhos de Belial, que esto em Gibe, para que os matemos, e extirpemos de Israel este 
mal. Mas os filhos de Benjamim no quiseram dar ouvidos  voz de seus irmos, os filhos de Israel;
14 pelo contrrio, das suas cidades se ajuntaram em Gibe, para sarem a pelejar contra os filhos de Israel:
15 Ora, contaram-se naquele dia dos filhos de Benjamim, vindos das suas cidades, vinte e seis mil homens que arrancavam da espada, 
afora os moradores de Gibe, de que se sentaram setecentos homens escolhidos.
16 Entre todo esse povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, cada um dos quais podia, com a funda, atirar uma pedra a um 
fio de cabelo, sem errar.
17 Contaram-se tambm dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que arrancavam da espada, e todos 
eles homens de guerra.
18 Ento, levantando-se os filhos de Israel, subiram a Betel, e consultaram a Deus, perguntando: Quem dentre ns subir primeiro a 
pelejar contra Benjamim ? Respondeu o Senhor: Jud subir primeiro.
19 Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manh, e acamparam contra Gibe.
20 E os homens de Israel saram a pelejar contra os benjamitas, e ordenaram a batalha contra eles ao p de Gibe.
21 Ento os filhos de Benjamim saram de Gibe, e derrubaram por terra naquele dia vinte e dois mil homens de Israel.
22 Mas esforou-se o povo, isto , os homens de Israel, e tornaram a ordenar a batalha no lugar onde no primeiro dia a tinham 
ordenado.
23 E subiram os filhos de Israel, e choraram perante o Senhor at a tarde, e perguntaram-lhe: Tornaremos a pelejar contra os filhos de 
Benjamim, nosso irmo? E disse o Senhor: Subi contra eles.
24 Avanaram, pois, os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim, no dia seguinte.
25 Tambm os de Benjamim, nesse mesmo dia, saram de Gibe ao seu encontro e derrubaram por terra mais dezoito mil homens, 
sendo todos estes dos que arrancavam da espada.
26 Ento todos os filhos de Israel, o exrcito todo, subiram e, vindo a Betel, choraram; estiveram ali sentados perante o Senhor, e 
jejuaram aquele dia at a tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacficas perante ao Senhor.
27 Consultaram, pois, os filhos de Israel ao Senhor (porquanto a arca do pacto de Deus estava ali naqueles dias;
28 e Finias, filho de Eleazar, filho de Aro, lhe assistia), e perguntaram: Tornaremos ainda a sair  pelejar contra os filhos de 
Benjamim, nosso irmo, eu desistiremos? Respondeu o Senhor: Subi, porque amanh vo-los entregarei nas mos.
29 Ento Israel ps emboscadas ao redor de Gibe.
30 E ao terceiro dia subiram os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim e, como das outras vezes, ordenaram a batalha junto a 
Gibe.
31 Ento os filhos de Benjamim saram ao encontro do povo, e foram atrados da cidade. e comearam a ferir o povo como das outras 
vezes, matando uns trinta homens de Israel, pelos caminhos, um dos quais sobe para Betel, e o outro para Gibe pelo campo.
32 Pelo que disseram os filhos de Benjamim: Vo sendo derrotados diante de ns como dantes. Mas os filhos de Israel disseram: 
Fujamos, e atraiamo-los da cidade para os caminhos.
33 Ento todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar, e ordenaram a batalha em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel 
irrompeu do seu lugar, a oeste de Geba.
34 Vieram contra Gibe dez mil homens escolhidos de todo o Israel, e a batalha tornou-se rude; porm os de Gibe no sabiam que o 
mal lhes sobrevinha.
35 Ento o Senhor derrotou a Benjamim diante dos filhos de Israel, que destruram naquele dia vinte e cinco mil e cem homens de 
Benjamim, todos estes dos que arrancavam da espada.
36 Assim os filhos de Benjamim viram que estavam derrotados; pois os homens de Israel haviam cedido terreno aos benjamitas, 
porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibea;
37 e a emboscada, apressando-se, acometeu a Gibe, e prosseguiu contra ela, ferindo ao fio da espada toda a cidade:
38 Ora, os homens de Israel tinham determinado com a emboscada um sinal, que era fazer levantar da cidade uma grande nuvem de 
fumaa.
39 Viraram-se, pois, os homens de Israel na peleja; e j Benjamim comeara a atacar es homens de Israel, havendo morto uns trinta 
deles; pelo que diziam: Certamente vo sendo derrotados diante de ns, como na primeira batalha.
40 Mas quando o sinal comeou a levantar-se da cidade, numa coluna de fumaa, os benjamitas olharam para trs de si, e eis que toda 
a cidade subia em fumaa ao cu.
41 Nisso os homens de Israel se viraram contra os de Benjamim, os quais pasmaram, pois viram que o mal lhes sobreviera.
42 Portanto, virando as costas diante dos homens de Israel, fugiram para o caminho do deserto; porm a peleja os apertou; e os que 
saam das cidades os destruam no meio deles.
43 Cercaram os benjamitas e os perseguiram, pisando-os desde No at a altura de Gibe para o nascente do sol.
44 Assim caram de Benjamim dezoito mil homens, sendo todos estes homens valorosos.
45 Ento os restantes, virando as costas fugiram para deserto, at a penha de Rimom; mas os filhos de Israel colheram deles pelos 
caminhos ainda cinco mil homens; e, seguindo-os de perto at Gidom, mataram deles mais dois mil.
46 E, todos, os de Benjamim que caram naquele dia oram vinte e cinco mil homens que arrancavam da espada, todos eles homens
valorosos.
47 Mas seiscentos homens viraram as costas e, fugindo para o deserto, para a penha de Rimom, ficaram ali quatro meses.
48 E os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim, e os passaram ao fio da espada, tanto os homens da cidade como os
animais, tudo quanto encontraram; e a todas as cidades que acharam puseram fogo.
JUZES [21]
1 Ora, os homens de Israel tinham jurado em Mizp dizendo: Nenhum de ns dar sua filha por mulher aos benjamitas.
2 Veio, pois, o povo a Betel, e ali ficou sentado at a tarde, diante de Deus; e todos, levantando a voz, fizeram grande pranto,
3 e disseram: Ah! Senhor Deus de Israel, por que sucedeu isto, que falte uma tribo em Israel?
4 No dia seguinte o povo levantou-se de manh cedo, edificou ali um altar e ofereceu holocaustos e ofertas pacficas.
5 E disseram os filhos de Israel: Quem dentre todas as tribos de Israel no subiu  assemblia diante do Senhor? Porque se tinha feito 
um juramento solene acerca daquele que no subisse ao Senhor em Mizp, dizendo: Certamente ser morto.
6 E os filhos de Israel tiveram pena de Benjamim, seu irmo, e disseram: Hoje  cortada de Israel uma tribo.
7 Como havemos de conseguir mulheres para os que restam deles, desde que juramos pelo Senhor que nenhuma de nossas filhas lhes 
daramos por mulher?
8 Ento disseram: Quem  que dentre as tribos de Israel no subiu ao Senhor em Mizp? E eis que ningum de Jabes-Gileade viera ao 
arraial,  assemblia.
9 Porquanto, ao contar-se o povo, nenhum dos habitantes de Jabes-Gileade estava ali.
10 Pelo que a congregao enviou para l doze mil homens dos mais valorosos e lhes ordenou, dizendo: Ide, e passai ao fio da espada 
os habitantes de Jabes-Gileade, juntamente com as mulheres e os pequeninos.
11 Mas isto  o que haveis de fazer: A todo homem e a toda mulher que tiver conhecido homem, totalmente destruireis.
12 E acharam entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moas virgens, que no tinham conhecido homem, e as trouxeram ao 
arraial em Sil, que est na terra de Cana.
13 Toda a congregao enviou mensageiros aos filhos de Benjamim, que estavam na penha de Rimom, e lhes proclamou a paz.
14 Ento voltaram os benjamitas, e os de Israel lhes deram as mulheres que haviam guardado com vida, das mulheres de Jabes-
Gileade; porm estas ainda no lhes bastaram.
15 E o povo teve pena de Benjamim, porquanto o Senhor tinha aberto uma brecha nas tribos de Israel.
16 Disseram, pois os ancios da congregao: Como havemos de conseguir mulheres para os que restam, pois que foram destrudas as 
mulheres de Benjamim?
17 Disseram mais: Deve haver uma herana para os que restam de Benjamim, para que uma tribo no seja apagada de Israel.
18 Contudo ns no lhes poderemos dar mulheres dentre nossas filhas. Pois os filhos de Israel tinham jurado, dizendo: Maldito aquele 
que der mulher aos benjamitas.
19 Disseram ento: Eis que de ano em ano se realiza a festa do Senhor em Sil que est ao norte de Betel, a leste do caminho que sobe 
de Betel a Siqum, e ao sul de Lebona.
20 Ordenaram, pois, aos filhos de Benjamim, dizendo: Ide, ponde-vos de emboscada nas vinhas,
21 e vigiai; ao sarem as filhas de Sil a danar nos coros, sa vs das vinhas, arrebatai cada um sua mulher, das filhas de Sil, e ide-
vos para a terra de Benjamim.
22 Ento quando seus pais e seus irmos vierem queixar-se a ns, ns lhes diremos: Dignai-vos de no-las conceder; pois nesta guerra 
no tomamos mulheres para cada um deles, nem vs lhas destes; de outro modo sereis agora culpados.
23 Assim fizeram os filhos de Benjamim; e conforme o seu nmero tomaram para si mulheres, arrebatando-as dentre as que 
danavam; e, retirando-se, voltaram  sua herana, reedificaram as cidades e habitaram nelas.
24 Nesse mesmo tempo os filhos de Israel partiram dali, cada um para a sua tribo e para a sua famlia; assim voltaram cada um para a 
sua herana.
25 Naqueles dias no havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.
